Poesia da apropriação

Tu queres fazer
Do meu corpo
Tua senzala
E trancafiar-me
Com tuas eugenias
Tão imundas
Quanto tua mente suja
E o meu quilombo
É a minha ideologia
É a irmandade que me guia
É canção
É capoeira
Que tu transparece
Como se fosse navio negreiro
Mas de ti não preciso
Nem da tua aprovação
Não é não
Mas tu nem se dá conta
De que não tenho dono
Tu não és meu senhor
Eu sou minha sinhá
E a minha alforria,
A minha liberdade
Quem me dá
Sou eu
28.12.2015

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s